Processos de Segurança

Trabalhos com Acesso por Cordas

Por Anderson Lacerda - 5 de outubro de 2017
Trabalhos com Acesso por Cordas

Após a criação e implementação da NR-35 – Segurança nos Trabalhos em Altura, as atividades nos trabalhos em acesso por cordas vitimava muitos trabalhadores e, até hoje, temos muitos casos fatais que poderiam ser evitados se caso os procedimentos e normas existentes fossem seguidos.

Desde então, estudos e anexos individuais vêm sendo elaborados para cada tipo de atividade em altura e o primeiro deles é o trabalho com cordas.

Segundo o anexo I da NR-35, existe muita margem para discussão e interpretações diversas neste trabalho específico.

Com isto, as normas da ABNT (Associação Brasileira de Nor­mas Técnicas) NBR 15475 e NBR 15595 definem o acesso por cordas como a técnica de progressão utilizando cor­das, em conjunto com outros equipamentos mecânicos, para ascender, descender ou se deslocar horizontalmen­te no local de trabalho, assim como posicionamento no ponto de trabalho.

Esta atividade requer que a equipe envolvida tenha aptidão apropriada.

Portanto, este treinamento deve começar pelos exames específicos voltados para as patologias que podem originar um mal súbito do trabalhador e, ainda, é necessário para avaliar ade­quadamente todos os trabalhadores envolvidos e o cumprimento dos exames psicossociais.

Aqueles que trabalham com altura precisam se mostrar confiantes em locais expostos mas não podem ser imprudentes ou ter excesso de confiança, pois, este comportamento pode ocasionar situações de riscos e possíveis acidentes.

Outros pontos importantes que devem ser levados em consideração são os equipamentos utilizados e treinamentos ade­quados com técnicas de acesso por cordas através de orga­nismos competentes.

Os trabalhadores devem ser informa­dos sobre os diferentes tipos de equipamentos disponíveis e suas variações. A forma de utilização correta e segura destas ferramentas também é fundamental.

Todos os equipamentos utilizados devem possuir CA (Certificado de Aprovação pelo Inmetro/MTE), CE (Certificado Europeu) e UIAA (União Internacional das Associações de Alpinismo) em caso de não haver regula­mentação nacional vigente para determinados equipa­mentos de ascensão e descensão por cordas.

A seguir, elaboramos algumas dicas de segurança para atividades em acesso por cordas:

– Planejar toda a atividade a ser realizada com as seguintes perguntas: “Qual é a atividade?”,” Quais os equipamentos eu preciso para realizar esta atividade?”, “Quais são os meus pontos de ancoragem?”, “O que pode dar de errado?”, dentre outras questões importantes;

– Fazer uma avaliação criteriosa dos riscos levantando as possibilidades de um acidente ou incidente que possa ocorrer, assim como as devidas formas de prevenção;

– O trabalhador jamais deve realizar atividades em altura de forma individual ou isolada sem comunicação adequada;

– O trabalhador deve ser devidamente treinado e capacitado para atividade com acesso por cordas, incluindo o resgate técnico vertical;

– Realizar inspeção em todos os seus equipamentos observando o seu estado e descartando equipamentos defeituosos;

– Fazer o isolamento da área abaixo do local evitando acidentes com pessoas que não estejam ligadas com a atividade;

– Utilizar sempre linha de vida ou ponto de ancoragem auxiliar, em caso de rompimento ou falha no ponto principal;

–  O trabalhador deve ter outro ponto de segurança para proteger-se de eventuais quedas.

 

Referências Bibliográficas:

NR-35 – Segurança nos Trabalhos em Altura

Revista CIPA

UIAA (União Internacional das Associações de Alpinismo)

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