Insalubridade

Insalubridade, quem tem a razão?

Por José Sergio Medeiros - 10 de agosto de 2018
petshop

Animais de estimação são comuns na maioria dos lares brasileiros e a relação entre o pet e o seu dono ultrapassa os laços de melhores amigos entre homem e animal. Este comportamento se tornou parte da vida das famílias, um amor incondicional que permite todo o tipo de mimo de um para o outro.

Todos os donos são cientes de que os animais podem transmitir doenças, contudo, os benefícios para a saúde em ter um animal de estimação superam os riscos. Pesquisas já demonstraram que além de oferecer apoio psicológico e amizade, os animais de estimação ajudam, dentre outras coisas, a baixar a pressão sanguínea, aumentar a atividade física, reduzir o estresse e melhorar o humor de quem com eles vivem.

Contudo quando o assunto é Patrões e Funcionários nas Clínicas Veterinárias, Pet Shop e Daycare (Creche para Animais), a história muda, consideravelmente, em algumas situações. Por haver um contato próximo com animais para tratamento e cuidados, entende-se que se trata de Ambiente Insalubre. De fato, o contato mais aproximado com secreções e excreções de cachorros ou gatos pode ocasionar ao homem doenças transmissíveis, dentre elas: dermatose, vermes e infecções. Contudo vale frisar que as condições do animal e a vulnerabilidade do indivíduo são fatores que devem ser levados em consideração. Baixa imunidade, contato com feridas e o que chamamos por porta de entrada como uma cutícula inflamada são fatores que facilitam um possível contágio. Outro fato importante é a presença de pulgas, carrapatos e outras doenças dérmicas presentes nos animais.

Levando em consideração os cuidados e as medidas de controle que devem existir nos Serviços de Atendimento à Saúde, sejam elas humanas ou animais, não se pode afirmar sem que haja um estudo aprofundado que este ou aquele local de trabalho ou mesmo esta ou aquela função na empresa são insalubres. É necessário que se tenha prudência e conhecimento para avaliar caso a caso e definir, sobretudo, as medidas de controle adequadas para a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores.

Um local adequado instalado com EPC (Equipamento de Proteção Coletiva) e higienizado com produtos apropriados liberados pelas Agências Regulamentadoras, aliado à higiene pessoal dos colaboradores com produtos degermantes e o uso ininterrupto de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) são medidas de controle que eliminam e/ou neutralizam um possível contato.

Outras ações reguladoras chamadas de Medidas Administrativas – que são procedimentos comuns na maioria dos Serviços de Saúde – complementam as medidas de controle dos quais os estabelecimentos devem manter permanentemente em funcionamento. São elas: as triagens iniciais dos animais e a aplicação de controles vacinal como, por exemplo, as vacinas V10, Antirrábica, Gripe e Giárdia. Os animais com algum tipo de doenças de pele e gastrointestinais devem sempre ser considerados como animais passíveis de contaminação e, desta forma, medidas cautelares neste trato se fazem necessárias.

Para finalizar, não existe uma receita de bolo para tratar o assunto Insalubridade nos estabelecimentos de Serviço de Saúde Animal. Para tanto, o que deve haver é uma capacitação periódica, bom senso e responsabilidade entre Contratante e Contratados para que se mantenha um ambiente limpo, organizado e que todos, humanos e animais, se mantenham saudáveis e possam aproveitar a sinergia que existe no trato com os animais.

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