Saúde Ocupacional

Primeiros socorros no ambiente escolar, qual a sua importância?

Por ALINE MARQUEZINE - 9 de maio de 2019

A escola é um dos lugares em que jovens, adolescentes e crianças passam grande parte de sua vida, em companhia de outros seres com conhecimento cognitivo não formado sobre o que pode acarretar a ele algum mal ou não, mas também estão sempre cercados por responsabilidades e por pessoas responsáveis por eles, obviamente.

Atualmente, como o tema é tratado nas escolas brasileiras?

Tratando sobre todo esse tempo gasto no ambiente escolar, situações de emergência, podendo ser essas simples cortes, arranhões e hematomas, até problemas mais graves como fratura de membros que ainda podem levar a situações mais difíceis de contornar ou ainda irreversíveis, como o óbito do acidentado. Se levarmos em consideração alguns dados do Ministério da Saude de 2015, 810 crianças morreram na escola por sufocamento ou engasgo, pelo simples fato de não haver uma pessoa sequer capacitada para realizar uma manobra de Heimlich.

O conhecimento das técnicas básicas de Primeiros Socorros é essencial dentro de um ambiente onde tantas pessoas transitam, principalmente jovens e crianças, que não apresentam o discernimento de analisar o que pode ou não vir a ser uma situação de perigo. E ainda não há a preocupação com o ambiente em si, já que existem escolas que possuem escadarias, janelas com fácil acesso em andares, por exemplo, que por si só propiciam situações arriscadas, mesmo que mascaradas pela “segurança” de estar sempre supervisionado por um encarregado.

 Então, nada mais justo que fazer jus a essa confiança e que os profissionais estejam devidamente capacitados para colaborar, acalmar e socorrer quem se acidenta.

Há ainda situações de perigo que independem do ambiente físico, como epilepsias, convulsões, desmaios, sangramentos nasais, etc., ou que não decorrem de nenhum fator externo da área escolar, e mesmo assim, todos os colaboradores educacionais precisam saber lidar com situações como essa de forma imediata.

Lei Lucas Nº 13.722

Esses acontecimentos, infelizmente, por serem negligenciados por todos dentro da escola, acabam por acontecer sem que haja preparação dos profissionais, o que é obrigação prevista por lei. Tanto se atentaram a esse fato, que a lei agora citada, chamada Lei Lucas nº 13.722 de 2018 é um texto que exige que cursos de primeiros socorros sejam ofertados anualmente, tanto para capacitação quanto para reciclagem dos profissionais já capacitados, sendo esses, todos os envolvidos ao ambiente escolar.

A lei leva esse nome em homenagem ao garoto Lucas Begalli, de 10 anos de idade, que morreu ao se engasgar em um passeio da escola. Ou seja, se Lucas estivesse acompanhado por alguém capacitado, ou pelo menos, com uma noção básica das práticas de socorro imediato, sua morte poderia até ter sido evitada, pelo menos até a chegada de atendimento especializado.

O conhecimento sobre os primeiros socorros, mesmo os seus conceitos mais básicos, poderá ajudar a salvar vidas. Estude, se interesse, busque e se capacite. A vontade também deve partir de quem entra em um ambiente escolar e se torna incumbido de cuidar de seres menos capazes de julgar o que é ou não realmente nocivo para si.

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