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Saiba mais sobre a NR 35 e os trabalhos em altura!

Por - 24 de setembro de 2018

Todo e qualquer local de trabalho pode reservar os mais diversos riscos aos funcionários. Independentemente do porte e do segmento de atuação do negócio, uma das ocorrências graves mais recorrentes envolvendo colaboradores é a queda de diferentes níveis de altura.

Diante da frequência desse tipo de acidente, dentre as normas regulamentadoras existentes, foi instituída a NR 35 (trabalho em altura) para garantir a devida proteção aos profissionais que exercem essa atividade.

Neste artigo, vamos discutir sobre esse importante tema, para que você saiba como proceder da melhor possível. Confira!

Procedimentos

Segundo a NR 35, tanto o empregador quanto o empregado têm a obrigação de prevenir acidentes com quedas de altura. Para isso, é necessário ficar atento e seguir algumas recomendações.

Empregador

  • determinar procedimentos operacionais para as funções exercida a partir de 2 metros de altura;
  • fazer uma avaliação prévia das condições do ambiente de trabalho em altura;
  • fornecer aos funcionários informações atualizadas das metodologias e ações de segurança aplicáveis;
  • confirmar que qualquer atividade em altura só seja executada após a adoção dos critérios da NR 35;
  • estabelecer um sistema de autorização dos colaboradores que forem realizar funções dessa natureza.

Empregado

  • obedecer as disposições da NR 35 sobre trabalho em altura;
  • cooperar com o empregador na implantação das diretrizes contidas na norma;
  • por meio do direito de recusa, o trabalhador pode rejeitar a função ordenada pelo empregador, desde que sejam constatadas evidências de riscos graves e iminentes;
  • zelar pela sua segurança e de todos aqueles que fazem parte do processo e podem ser afetados por suas ações durante a execução do trabalho.

Capacitação e treinamento

Além das obrigações mencionadas acima, a empresa deve promover a capacitação e o treinamento dos funcionários que atuam nesse ramo.

É preciso que o curso seja realizado dentro do expediente, com duração mínima de 8 horas, mesclando teoria e prática. Dentre os temas obrigatórios, estão:

  • critérios aplicáveis ao trabalho em altura;
  • verificação de riscos em circunstâncias impeditivas;
  • EPI’s e EPC’s necessários;
  • orientações a seguir em casos emergenciais.

Os treinamentos devem ser feitos bienalmente, ou em intervalo inferior, nas seguintes situações:

  • retorno do funcionário após afastamento de 90 dias;
  • alteração nos procedimentos;
  • mudança de empresa;
  • na ocorrência de algum evento específico.

Gestão em altura

A NR 35 também exige que todas as ações referentes à atividade em altura precisam ser planejadas, organizadas e gerenciadas por um técnico de segurança do trabalho ou por um profissional legalmente habilitado para essa função.

Por meio do planejamento, são considerados todos os fatores de risco das tarefas, envolvendo:

  • o local;
  • as condições externas que possam comprometer o desempenho;
  • sinalização e isolamento da área;
  • as cláusulas de outras normas regulamentadoras que se aplicam ao evento;
  • o propósito da atividade.

Equipamentos e materiais

Existe uma variedade enorme de itens que podem ser utilizados nos trabalhos em altura. Conheça os principais:

  • dispositivo de ancoragem: peça removível da estrutura que protege contra quedas. Seus componentes incorporam um ou mais pontos de ancoragem fixos ou móveis;
  • cinturão de segurança tipo paraquedista: EPI que sustenta partes pontuais do corpo do usuário: ombros, peitoral e coxas;
  • elemento de união: conecta o cinturão ao dispositivo de ancoragem;
  • talabarte: instrumento de conexão que serve para sustentar, posicionar ou limitar a movimentação do trabalhador;
  • trava queda: útil para proteção contra atividades com movimentação horizontal ou vertical.

Viu só como as normas regulamentadoras da NR 35 são extremamente relevantes para uma empresa que exerce trabalhos em altura? Se você colocar essas diretrizes em prática, certamente garantirá um ambiente laboral mais seguro — com menor incidência de acidentes graves e processos trabalhistas.

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